O poema José de Carlos Drummond de Andrade foi publicado originalmente em 1942, na coletânea Poesias. Ilustra o sentimento de solidão e abandono do indivíduo na cidade grande, a sua falta de esperança e a sensação de que está perdido na vida, sem saber que caminho tomar. José. E agora, José? Carlos Drummond de Andrade. Natal. O sino longe toca fino. Não tem neves, não tem gelos. Natal. Já nasceu o deus menino. As beatas foram ver, encontraram o coitadinho (Natal) maos o boi mais o burrinho e lá em cima a estrelinha alumiando Natal. As beatas ajoelharam e adoraram o deus nuzinho mas as filhas das beatas e os namorados das filhas Drummond é o poeta do nosso tempo. Ele representa ainda hoje a tranqüila maneira de debochar, ironizar e brincar com os problemas e crises da sociedade. Seu forte engajamento social e sua preocupação com a humanidade nos aproxima através dos tempos, conforme revela o poema “A flor e a náusea”, do livro A rosa do povo, de 1945. Não quero ser o último a comer-te. Não quero ser o último a comer-te. Se em tempo não ousei, agora é tarde. Nem sopra a flama antiga nem beber-te. aplacaria sede que não arde. em minha boca seca de querer-te, de desejar-te tanto e sem alarde, fome que não sofria padecer-te. assim pasto de tantos, e eu covarde. modifier - modifier le code - modifier Wikidata Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) est considéré comme l'un des principaux poètes de la littérature brésilienne , par l'influence et la portée de son œuvre. Biographie [modifier | modifier le code] Il est né le 31 octobre 1902 à Itabira (Minas Gerais , ville dont le souvenir imprégnera une partie de son œuvre. Diplômé en
O mar não me importa. Eu vi a lagoa. A lagoa, sim. E calma também. de todas as cores. Eu não vi o mar.Eu vi a lagoa Eu não vi o mar. / Não sei se o mar é bonito, / não sei se ele é bravo. / O mar não me importa.
A Flor e a NáuseaCarlos Drummond de Andrade.Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cinzenta.Melancolias, mercadorias, espreitam-me.Devo seguir até o enjôo?Posso, sem armas, revoltar-me?.Olhos sujos no relógio da torre:Não, o tempo não chegou de completa justiça.O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.O tempo pobre, o […]
Sentimento do Mundo é uma coletânea de poemas escritos entre 1935 e 1940, época em que Carlos Drummond de Andrade chefiava a equipe de Gustavo Capanema, no Ministério da Educação e Saúde durante o governo de Getúlio Vargas. A ligação com o poder público não impediu o poeta de demonstrar aguda consciência dos problemas históricos
Escrever é Triste. Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha.